sábado, 5 de janeiro de 2019

Carta de Intenções da Autidó


Vamos deixar o pensamento voar...
Já pensou se houvesse uma pista de Orientação todo final de semana?
Acabou a semana, ... não tem nada pra fazer, ...
Aí tem uma pistinha programada em alguma cidade da região. Se você perder essa, sabe que no outro fim de semana tem outra. Sempre tem uma pra malhar, ou "descansar a cabeça", ou viajar, ou treinar, ou só pra ver o pessoal. Não seria legal?!?!
Administradores chamariam isso de VISÃO DE FUTURO da Autidó. Seria um sonho!!!...
É um sonho. Mas daqueles possíveis.
Não é nada de outro mundo. A Inglaterra tem um esquema assim. Aliás, vai além: tem várias pistas nas sextas, sábados, domingos e feriados. Olha aqui!

A Autidó nutri um profundo desejo de reunir pessoas da região para praticar a deliciosa atividade de orientação e navegação. Planejar e dominar os seus destinos, geograficamente falando, é muito legal! E fica mais legal se for em grupo. Afinal, de que valem nossa aventuras se não tivermos pra quem contar? E se falou em aventura com mapa, falou no esporte Orientação.
Reunir pessoas - isso é meio que a razão da Autidó existir. Como se fosse uma MISSÃO, diriam estrategistas.

Nessa caminhada para juntar a turma na Orientação, alguns pontos são muito importantes. Poderíamos dizer que são VALORES inegociáveis para a Autidó.
O primeiro ponto é o espírito fraternal que deve guiar este grupo, para que nos sintamos acolhidos como em casa. Essa casa tem que ser edificada com o cimento do conhecimento universalizado das técnicas de orientação e navegação e com os tijolos da constante oportunidade de praticar em pistas de Orientação. A casa da Autidó, como qualquer outra, despende recursos, sendo viável se for economicamente sustentável, com um especial cuidado com as fazendas, escolas, chácaras que praticamos a Orientação, pois estes são o nosso campo de jogo.

Esta Carta de Intenções é uma espécie de REFERENCIAL ESTRATÉGICO DA AUTIDÓ
Resultado de imagem para objetivos definidos



quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Macro-Orientação

Imagine que você está fazendo sua pista, chegando no controle. É aquele momento que você liga o radar de prisma. De repente ... você encontra! Não um, mas dois, três prismas! Pegadinha?
Parece. Mas não é. O que se quer do orientista neste caso é uma cuidadosa leitura do mapa. Algum detalhe cartográfico ou a descrição do controle vai diferenciar o prisma certo. Este modelo de pista, no qual há outros prismas próximos ao correto, chama-se Macro-Orientação - Macr-O.
Esta é mais uma criativa tentativa de evitar as tradicionais perseguições na pista. A mais elementar dessas tentativas é o intervalo de partida entre os atletas. Não sendo isto suficiente, inventaram a Macr-O para penalizar o atleta que picotar o prisma do seu perseguido, mas que não corresponde ao ponto assinalado no seu mapa.

Vamos às imagens.

Neste pedaço de mapa, vemos que três pontos estão muito próximos. Quando o atleta chegar, ele vai ter que analisar qual dos prismas corresponde ao do seu mapa. Observe que o mapa do atleta vai estar com apenas um dos pontos. O seu concorrente estará com outro ponto (pode até ser o mesmo).
Fonte: wordofo.com

O mapa do atleta é como abaixo, ou seja, um percurso normal. Observe que há uma diferença no cartão de descrição. Lá, não consta o número do controle. No lugar está uma letra. O primeiro conjunto de pontos de Macr-O tem a letra A, o segundo B e assim sucessivamente. Os pontos que não têm Macr-O seguem com o número do prisma. Então, nem todos os pontos da pista estão sob o sistema Macr-O.


Fonte: wordofo.com

Numa análise fria,

verifica-se que os percursos deixam de ser iguais, o que prejudica a igualdade de condições necessária a uma competição esportiva. Esta é uma das principais críticas a este modelo.
Por outro lado, dizem que o percurso fica bastante divertido e desafiador. Isto porque é necessária a acurada leitura do mapa e tentar não se influenciar pelo ímpeto de outros concorrentes em volta. Assim, é ótimo para treinamentos e afiamento da autoconfiança.
Há vários anos, procura-se maneiras de evitar perseguições na Orientação.  A Macr-O foi uma dessas. Um dos seus testes de validação foi feito no Campeonato Norueguês de Primavera, em 2007. Como até hoje, 2018, a Macr-O não é adotada em campeonatos do ranking mundial, evidencia-se que ela é inadequada para competições.
Resta uma questão: por que este nome, Macro-Orientação?
Para se diferenciar de uma outra tentativa de dispersar as perseguições, a Micro-Orientação. Mas isso fica para uma outra postagem.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Magia

O “poder”.
Taí um efeito colateral da orientaçāo. Não é “poder” em sentido maligno ou dominador, tipo Darth Vader. É o “poder” como capacidade, habilidade, conhecimento.
Um famoso slogan do esporte Orientação sintetiza bem isso:
Give a map and I'm magic.
(Me dê um mapa e eu faço mágica)

A capacidade de ler um mapa torna possível você ir em locais que nunca esteve, que você nem sabia que existia. Já pensou nisso?!
E o melhor: você volta!
Atalhar pelas matas, atravessar imensidões sem sinal de civilização urbana. Por um momento, parece que você está perdido. Você entra aqui e, de repente, ..., abracadabra!!!, ...
Imagem: por Afonso Pereira Lopes
... , você sai lá, chega numa trilha, numa casa, numa cachoeira, num mirante, ..., num prisma. Uma satisfação!!!
Alguns dirão que tudo é um golpe de sorte. Um truque de usar um mapa para chegar em algum lugar.
SÓ QUE NÃO!
É mágica mesmo. A mágica do conhecer a técnica, de aplicar a habilidade, de interpretar o terreno. A mágica de poder fazer!
Mas presta atenção que a mágica do “poder” na orientação exige técnica e prática. Para o slogan não virar:
Give a map and I'm crap.
(Me dê um mapa e eu faço besteira)


quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Emoção

A Orientação é um esporte individual.

A maior parte dos desafios deste esporte acontecem dentro da cabeça do indivíduo. O atleta lê, pensa, planeja, executa, erra, conserta, acerta, ..., tudo sozinho! A Orientação é individual ao quadrado.
Quando se compara com outros esportes, percebe-se logo a diferença. Sabe aquele incentivo da torcida? Ou a automotivação por estar na frente da assistência? Existe só na chegada da pista. E olhe lá!!!
E a disputa olhando a cara do adversário? É possível você partir na pista e só voltar a ver um humano na chegada.
A competição com essa interação com outras pessoas dá o ar de "emoção" para a prova. No mundo individualista da Orientação, três arranjos de percursos privilegiam a emoção do tête-à-tête: a perseguição, o revezamento e a micro-Orientação.

A perseguição se faz no último percurso de uma série de pistas. O melhor exemplo deste arranjo é o O-Ringen, a maior competição de Orientação do mundo, na Suécia. Somam-se os tempos das quatro primeiras pistas. Na quinta, a da perseguição, o atleta com o menor tempo somado inicia a pista; o segundo melhor sai na diferença do seu tempo para o do primeiro colocado; o terceiro sai no tempo da sua diferença para o segundo; e assim sucessivamente. A colocação final nessa pista é o resultado final de toda a competição. É uma disputa direta e intensa contra seus adversários, que estão te perseguindo, como você está fazendo com os da frente. Bem bolado, né?!?!

Emoção na disputa: nota 9.
Emoção na torcida: nota 4.
Fonte: worldofo.com

revezamento é a prova menos individual da Orientação. Todos os primeiros atletas saem juntos, o que já difere das provas tradicionais. Os percursos são menos solitários, mas permanecem totalmente individuais. A torcida participa bem nas transições dos atletas e da chegada, pois a ordem de chegada das equipes já é o resultado final.
Emoção na disputa: nota 6.
Emoção na torcida: nota 6.
  
Fonte: worldofo.com
micro-Orientação é uma competição num espaço restrito, como um ginásio. A ideia é ter arquibancadas ao redor. Isto porque a MicrO é um Orientshow, um espetáculo da Orientação. É muito utilizada para demonstrar o esporte. Na mais "emocionante" forma de MicrO, partem 4 atletas adversários para fazer exatamente o mesmo percurso. Quem fizer primeiro, sem erros, ganha. Tudo sob os aplausos e zoaçōes da torcida.
Emoção da disputa: nota 10.
Emoção da torcida: nota 9.



Mas engana-se quem acha que a Orientação é solitária. O pós-pista é da galera, um super entrosamento comunitário. Mas isso é uma outra história.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Aprendendo Orientação

"Você bilíngue"

O slogan é da escola de idiomas Wizard, mas bem que podia ser da Autidó.
Porque aprender orientação é decifrar o idioma, o idioma que nos localiza no espaço geográfico.
A parte central desta "língua" é a leitura de mapas. A Autidó tem um curso para aprender a ler uma carta topográfica.

O Curso têm 4 módulos:

  • O primeiro é o mais importante de todos: o Treinamento Inicial. O principal objetivo é utilizar as técnicas de leitura de mapas. O aprendizado deste módulo já habilita o indivíduo a participar de uma prova de Orientação na categoria novato.
  • O módulo de Modelado do Terreno foca a leitura do mapa quanto às forma do relevo. Aqui se aprende a ler como as curvas de nível mostram a 3ª dimensão do terreno.
  • O módulo de Bússola ensina sobre este importante acessório de orientação. Na primeira fase, o aprendizado é de operação do aparelho, enquanto a fase seguinte explora a tática de uso da bússola.
  • E, finalmente, a apresentação sobre o esporte. Neste módulo, a instituição Orientação é caracterizada pela suas regras, federações, clubes e competições.
O leitor deve observar que por vezes a palavra "orientação" está escrita com a inicial maiúscula, para diferenciar quando esta atividade se refere ao esporte Orientação. Pois este curso transmite os conhecimentos universais de orientação por meio do aprendizado lúdico do esporte Orientação.
Esta é a razão de esta metodologia ser a preconizada pela Confederação Brasileira de Orientação, com o Curso de Iniciação ao Esporte Orientação homologado pela Federação Paulista de Orientação.
O Curso dota o indivíduo de conhecimentos suficientes para a navegação com mapas topográficos. Se o conhecimento for para o desenvolvimento no esporte Orientação, o atleta já poderá ousar participar de pistas difíceis (nível B) e, com mais experiência, até das pistas tecnicamente muito difíceis (nível A).
Fonte: https://busofhope.files.wordpress.com

terça-feira, 20 de junho de 2017

A Bússola de Orientação

Uma bússola de Orientação e uma de Trekking: qual escolher?

Fonte: estranhanoparaiso.com.br
Viu-se, em um post anterior, que uma determinada construção das bússolas é mais adequada a atividades outdoor, como o Trekking e o esporte Orientação.
Dentro desta categoria de bússolas, algumas são desenhadas especificamente para atender às demandas do esporte Orientação. Isso porque, diferentemente do Trekking, a Orientação é uma competição em que o desempenho do atleta está relacionado ao menor tempo de execução da pista. A arquitetura do aparelho contempla o uso durante a corrida, de forma que o atleta não perca tempo no seu manuseio.
Para entender melhor as singularidades das bússolas de Orientação, questionamos três das maiores companhias mundiais produtoras de bússolas: a russa Moscompass, a finlandesa Suunto e a sueca Silva.

Autidó - O que diferencia a bússola de Orientação dos outros tipos de bússola?

Moscompass - A bússola de Orientação tem a imantação da agulha mais forte e um sistema adicional de estabilização. Você pode usar esta bússola durante a corrida. Ela permanecerá estável e rápida.
 
Suunto - A bússola de orientação tem características próprias, começando pelo líquido em seu interior e sua base feita em material plástico transparente que quando apoiada sobre um mapa facilita sua visualização e orientação. No caso das bússolas de orientação Suunto, foi patenteado invento desenvolvido por seu fundador, Tuomas Vohlonen, um líquido que diminui o atrito excessivo e evitava-se o congelamento em temperaturas negativas, o que gerava grande vantagem às tropas finlandesas no período de guerra em relação às tropas inimigas. O modelo usado em 1935 pelas Forças Armadas Finlandesas era o M-34. As bússolas da Suunto também são equipadas com lente, ampliando e facilitando a leitura e algumas delas com pontos luminosos, o que facilita a orientação noturna ou em cavernas.

SilvaA marca Silva foi fundada em 1933 na Suécia e é renomada mundialmente pela qualidade de suas bússolas, que se destacam pela estabilidade, rapidez e precisão.


Autidó - Por que eu deveria comprar a sua bússola e não a dos seus concorrentes?

Moscompass - A Moscompass é a líder de inovação na fabricação de bússolas. Silva e Suunto têm qualidade similar para os modelos top, mas seus preços são muito maiores.

Suunto - A marca Suunto é sinônimo de qualidade na fabricação de instrumentos de precisão. As bússolas de orientação Suunto, feitas à mão na Finlândia a 80 anos, tem garantia vitalícia, exceto se constatado mal-uso.

Silva - De uma maneira geral as bússolas podem ser divididas conforme a finalidade de seu uso. Basicamente, temos as recomendadas para iniciação, as profissionais (para mapeamento e atividades específicas) e as de competição (principalmente as de dedo).


Autidó - Onde eu posso comprar sua bússola no Brasil?

Moscompass - Nós temos dois parceiros no Brasil: orientista.com.br e bioimpedance.com.br. Também se pode pedir pela nossa loja virtual https://www.all4o.com/orienteering-compasses/thumb-compasses. Mas preste atenção no balanceamento. Poucos modelos Moscompass são balanceados para a região do Brasil.

Suunto - São diversas revendas que trabalham com bússolas e instrumentos de precisão SUUNTO, podem ser localizadas no link www.suunto.com/revendasbrasil ou diretamente na web Page www.suunto-br.com
 
Silva - Como distribuidores da marca atendemos somente pessoas jurídicas. Não fornecemos para o consumidor final, para estes recomendamos lojas como a Orientista (www.orientista.com.br)



Agradecimentos a Juris Dzenitis (Moscompass), Rogério Rocha (Suunto) e Ana Paula Arend (Silva).

terça-feira, 6 de junho de 2017

A Bússola

 Como escolher uma bússola para Orientação ou trekking?

Todas as bússolas que existem têm uma coisa em comum: uma agulha imantada. Nem sempre com o formato de uma "agulha" ou de uma seta.
Estas bússolas aeronáuticas do início do século XX, por exemplo, têm a agulha em formato de disco.
fonte: http://compassmuseum.com/
O importante é que a bússola nos faça "enxergar" o campo eletromagnético da Terra por intermédio da sua "agulha", seja em que formato for.

Para o esporte de Orientação e para um trekking, é essencial que esta bússola esteja em contato permanente com a carta, que ela possa "sentar" sobre o mapa. A bússola aeronáutica, por exemplo, não faz isso.

E para não perder nenhum detalhe desse mapa, é preferível que as bússolas de Orientação e trekking sejam predominantemente transparente, exatamente como não é essa bússola israelense.
fonte: http://compassmuseum.com/

 

Assim, ...

... o formato preferível de uma bússola para a Orientação ou para o trekking é com uma agulha imantada destacando o lado norte e o sul, depositada numa caixa transparente e sobre uma base também transparente. Esta base permite o contato pleno com o mapa, além de conter réguas que auxiliam o seu portador a fazer medições cartográficas.

Abaixo, estão exemplos de bússolas adequadas para a prática do esporte Orientação e do trekking.
Estão expostas uma peça de cada uma das gigantes produtoras de bússolas para essas atividades: Silva, Suunto e Moscompass.

Fonte: www.silva.se
Fonte: www.suunto.com
Fonte: www.net-market.cz

Perguntamos para as três grandes o que diferencia uma bússola de Orientação e de trekking.
Mas isso fica para a próxima postagem.